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07-Jan-2010

Noite de Reis, Rainha das Noites

«Rainha das Noites/Ó noite de Reis/Tu és a mais linda», cantou a troupe de Reis da JOC/LOC (foto), com letra de Zé da Vesga, esta quarta-feira perante um auditório do Centro de Arte repleto.

O Orfeão de Ovar não fugiu ao mote na pena de Maria Luisa Resende: ««Rosa da Noite, devagar/ Traz o veludo dos versos/ E assomando a Ovar/Junta Reiseiros dispersos»

Edwiges Helena, decana da tradição, escreveu para a Troupe da ADO cantar: «A cantar/Nós vamos levando a vida/Pouco importa o frio/Ou a dor da despedida».

Manuel Ferreira, acometido de doença súbita que impediu de estar presente no espectáculo, imprimiu alguma actualidade aos cânticos da Troupe da Ribeira: “Por caseira ou desatino/ Embarcámos na ilusão/ De um TGV ‘foguetão’/ Levar os Reis ao destino”.

Ainda bem que estas e outras magníficas letras e músicas serão perpetuadas em CD, porque todas as 16 troupes de Reis estiveram em grande plano. Como, aliás, fizeram questão de sublinhar os autarcas presentes, que prometem continuar a acarinhar a tradição, honrando o passado como forma de preparar melhor o futuro.

Manuel de Oliveira foi entregar a lembrança alusiva à edição dos Reis de 2010 à Troupe da JOC/LOC, uma das mais antigas. Nos minutos que esteve em palco, o edil recordou que "Ovar não é só carnaval". De resto, uma das frases que mais terá repetido nos últimos dias, mercê dos directos que a RTP entendeu fazer, nos últimos dias, com diversas troupes de Reis ovarenses.

"O cantar dos Reis tem uma vivência muito própria e é uma das nossas referências culturais mais importantes", acrescentou. O presidente da Câmara de Ovar prestou homenagem "a quem dá vida a esta tradição brilhante".

Para ele, "é importante louvar a nossa história, lançando, assim, pontes para o futuro". Por isso, prometeu, "é preciso preservar e valorizar esta identidade. É este o desafio que se nos coloca".
Minutos antes, em outra subida ao palco, foi Manuel Malícia, presidente da Assembleia Municipal, a considerar que "Ovar é único", porque tem, "desde Novembro milhares de pessoas a trabalhar para uma tradição que é das mais belas do nosso país".

Em mais de cem anos de história, foi a primeira vez que o Encontro de Reis de Ovar cobrou uma entrada de dois euros, o que gerou alguma polémica entre população e reiseiros. Tendo sido a primeira vez que a tradição teve lugar no auditório do Centro de Arte, inaugurado em Junho de 2009, o vereador da Cultura da autarquia ovarense justificou o preço "simbólico" do bilhete com o próprio regulamento da estrutura, além de ser "uma forma de comprometimento e responsabilização para quem levanta os bilhetes. Ficamos assim com uma maior certeza de que quem tem o bilhete vai mesmo usá-lo".

 

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(Trupe de Reis JOC-LOC - 6 de Janeiro de 2010  -Um vídeo da Paróquia de Ovar  -Filmagem e edição: Fernando Pinto)

 
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