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Orfeão de Ovar assinalou 89.º aniversário (vídeo) O Orfeão de Ovar completou, no passado dia 16, 89 anos de existência e, para celebrar a efeméride, apresentou um concerto no auditório do Centro de Arte de Ovar.
Antes de dar início ao concerto, o presidente do Orfeão de Ovar, Domingos Silva, proferiu algumas palavras de regozijo pela presença de todos que aderiram e pela colaboração dos intervenientes do espectáculo - “alunos e professores” -, e aproveitou o momento para ler uma resenha histórica de um texto da autoria do historiador vareiro, Alberto de Sousa Lamy, em que é lembrado ter sido o farmacêutico Augusto Lamy que lançou, a 6 de Janeiro de 1921, na sua farmácia, então sita no Largo da Poça, “a ideia de um grande Orfeão popular e logo ali elabora uma lista de dezenas de nomes”. Rebelo Bonito, que historiou minuciosamente o Orfeão de Ovar até 1952, escreveu que “dez dias decorridos (16 de Janeiro de 1921), numa reunião magna (presidida pelo alferes José de Oliveira e Pinho, no Teatro Ovarense), verifica-se a presença de 90 coralistas! Estava formado o Orfeão Ovarense, de cuja direcção se encarrega Adolfo Amaral que regressara do Brasil. Trabalhando arduamente, consegue-se apresentar o Coro pela primeira vez em público no dia 27 de Março do mesmo ano (domingo de Páscoa) no espectáculo de gala, em benefício dos Bombeiros Voluntários locais”. Em Novembro, o Orfeão Ovarense ingressa no quadro associativo do Ovar Sporting Club e a 8 de Abril de 1922 vê-se dirigir pela última vez, Adolfo Amaral “num espectáculo promovido pelo poeta Dias Simões a favor da Santa Casa da Misericórdia. Mais um espectáculo, a 25 de Maio de 1923,sob a direcção do Dr. Elísio de Matos, e o Coro emudece por largo tempo”. “Vamos encontrá-lo reorganizado em 1929, sob a direcção de Artur Rodrigues da Silva, no Sarau de Arte havido em 31 de Janeiro, tudo fazendo prever que em bases sólidas. Mas Rodrigues da Silva emigra para o Brasil e de novo o Orfeão deixa de cantar”. “No Outono de 1936, José Dias Simões, filho do poeta, com Manuel Coentro Alves Cerqueira e outros decidem reanimá-lo. Uma vez reorganizado entregam-no a Manuel E. Lopes de Araújo e, logo depois, Eduardo Ferraz de Liz, que o apresenta em Março de 1937”. A partir de 1938 foi denominado Orfeão de Ovar”. Depois de apresentada esta resenha histórica, o presidente do Orfeão passou a palavra ao vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar, Victor Ferreira, que felicitou o Orfeão pelo seu Aniversário e fez uma oportuna alusão ao trabalho desenvolvido por esta instituição musical lembrando que o mesmo tem dignificado e levado o nome de Ovar a várias localidades do país e estrangeiro. O concerto foi composto por uma diversidade de obras de elevado nível musical. Flautas Transversais, Piano, Clarinetes, Trompete, Trompa, Trombone e Trombone Baixo, Orquestra de Cordas e Orquestra de Sopros, Dança Contemporânea e Ballet, foram as componentes, que com os bons protagonista em palco, deliciaram os espectadores com mais um belíssimo e requintado Concerto Musical e os efusivos aplausos foram a prova real desta avaliação.l António Mendes Pinto
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