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08-Mar-2010
Fachadas renovadas com azulejos antigos

Dez anos depois do inicio da actividade, num impulso da autarquia local para travar a degradação ou mesmo a perda em definitivo de painéis cerâmicos antigos, continua a não faltar trabalho, como o provam as duas dezenas de obras realizadas em 2009, entre muitas outras iniciativas municipais.

A coordenadora técnica do ACRA, Maria Ferreira, pede mesmo um empenho maior em defesa deste tipo de património que é fenómeno muito característico de Portugal.
“Cidade-museu do azulejo”, como lhe chamou Rafael Salinas Calado, primeiro director do Museu Nacional do Azulejo, Ovar foi pioneira a defender o que mais salta à vista no edificado local.

Um esforço que permitiu também “sublinhar a sua importância”, disse Maria Ferreira, licenciada em História na variante de arqueologia, destacando “a quantidade e variedade na componente cerâmica” dos azulejos de fachada dos finais do século XIX e princípios do século XX.

Os serviços de conservação preventiva e curativa, garantem acompanhamento e apoio técnico nas obras de recuperação ou manutenção, bem como reproduções para restabelecimento da integridade arquitectónica e artística do revestimento cerâmico.

Os azulejos semi-industriais de fachada representam o património cerâmico, artístico e arquitectónico existentes num elevado número de edifícios portugueses levados por influência dos imigrantes também para o Brasil. (Ler mais in «Noticias de Aveiro »)
 
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